TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS NA PRÁTICA ESCOLAR – CIPRIANO LUCKESI

Neste texto, o autor trata das tendências teóricas que permeiam a prática educacional, orientadas por duas vertentes: a pedagogia liberal e a pedagogia progressista. A seguir, serão abordadas características principais vinculadas a cada uma destas práticas.

Pedagogia Liberal

A pedagogia liberal, ao contrário do que o nome sugere, é uma manifestação do capitalismo e da sociedade de classes. Esta corrente pedagógica defende que as escolas devem preparar os indivíduos para exercerem um papel social, de acordo com aptidões individuais. Não leva em conta as diferenças sociais e culturais dos alunos e não mantém nenhuma relação com o cotidiano do aluno fora da escola.

1-                 Tendência liberal tradicional

De acordo com esta tendência, a atuação da escola deve consistir na preparação intelectual, cultural e moral dos alunos para que eles assumam sua posição na sociedade. Se baseia na relação hierárquica do professor em relação aos alunos.

2-                 Tendência liberal renovada progressivista

Nesta linha pedagógica, a finalidade da escola é retratar a vida do aluno e adequá-lo ao meio social, tendo como base a idéia de “aprender fazendo”. Ao contrário da tendência anterior, o professor não possui lugar privilegiado, e auxilia o desenvolvimento livre e espontâneo da criança.

3-                 Tendência liberal renovadora não-diretiva

Esta prática baseia-se mais nos aspectos psicológicos do que nos pedagógicos ou sociais. Esta forma de ensino leva em conta a busca dos estudantes ao conhecimento, com a mediação do professor.

4-                 Tendência liberal tecnicista

Esta tendência de ensino busca modelar o comportamento do aluno através de técnicas específicas, com o objetivo de produzir indivíduos para o mercado de trabalho, através de informações precisas, informativas e rápidas, através principalmente da pesquisa cientifica e tecnologia educacional.

Pedagogia Progressista

Na Pedagogia Progressista, a escola atua como mediadora entre o aluno e o meio social, entendendo as finalidades sociopolíticas da educação. Da mais ênfase ao  processo de aprendizagem grupal do que  aos conteúdos de ensino.

1-              Tendência progressista libertadora

Caracteriza-se pela atuação não-formal. Busca contribuir para desvelar a realidade social de opressão, questionando as relações homem-natureza e homem-homem. Ao invés de conteúdos tradicionais, trabalha com “temas-geradores”, extraídos da realidade dos educandos. A relação entre aluno e professor horizontal, os dois se posicionando como sujeitos do ato de conhecimento.

2-         Tendência progressista libertária

Focada na margem de liberdade do sistema, visa gerar nos alunos princípios educativos libertários  e autogestionários. O conhecimento advém das experiências vividas pelo grupo, principalmente as de participação crítica. Não há relação de poder entre aluno e professor, e este se coloca como orientador e catalisador do grupo para uma reflexão comum.

3-         Tendência progressista “crítico social dos conteúdos”

Nesta tendência, os conteúdos são indissociáveis das relações sociais, com a participação da escola e dos alunos na democratização da sociedade.  O saber deve ser adquirido sendo vinculado às realidades sociais. Apesar dos contrastes entre aluno e professor, deve haver um envolvimento entre as duas partes.

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